Mármores e Granitos Capixabas ganham o mundo

By 3 de novembro de 2017Sem categoria

Segmento representa 81% das exportações brasileiras E 8% do PIB local e gera 135 mil empregos.

 

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Referência em elegância e requinte, os mármores e granitos capixabas embelezam cada vez mais luxuosas construções Brasil e mundo afora. As pedras extraídas no Espírito Santo estão presentes em famosas obras como a Praça dos Três Poderes, em Brasília – onde ficam os prédios do Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal –, e no metrô do Rio de Janeiro.

Desde que o primeiro bloco de mármore foi retirado em 1957, em Prosperidade, município de Vargem Alta – na época pertencente a Cachoeiro de Itapemirim – lá se vão 60 anos de história do setor de rochas capixaba. A remoção desse material era feita de forma rústica, utilizando enxadas e pás. Depois, o bloco era arrastado pelo chão por carroças de burros até a estrada de ferro.

Hoje muita coisa mudou, e o setor gera 135 mil empregos diretos e indiretos, possui o maior parque de beneficiamento de pedras do Brasil e é o maior exportador de rochas ornamentais do país. Segundo o Sindicato das Empresas de Rochas Ornamentais do Espírito Santo (Sindirochas-ES), o segmento possui 1.650 empresas e responde por 81% das exportações brasileiras, com grande diversidade de materiais. A produção capixaba representa cerca de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) local.

“As rochas ornamentais têm um papel de destaque na economia capixaba, gerando emprego e renda em vários municípios, sobretudo nas cidades localizadas na Região Sul”, afirma o secretário de Estado de Desenvolvimento, José Eduardo Azevedo. Ele destaca que na história do segmento, as feiras de mármore e granito ocupam um capítulo especial na economia do Estado. “Realizados anualmente em Vitória e Cachoeiro de Itapemirim, os eventos se tornaram tradicionais no mercado mundial e contribuem para movimentar os negócios não só no Brasil mas também em diversos países. Completar 60 anos é sinal de que o setor está se fortalecendo, mas, para continuar competitivo, deve continuar investindo em modernização, tecnologia e segurança, desafios que merecem atenção permanente das empresas”, complementa o secretário.

Antes, por falta de tecnologia apropriada, as rochas eram exportadas quase em estado bruto. Mas o setor começou a agregar valor aos produtos e os blocos de mármore e granito cederam espaço às chapas e outras peças polidas, materiais que custam até cinco vezes mais. Em 2017, por exemplo, até agosto, foram exportadas 795,6 mil toneladas de rochas ornamentais, enquanto as vendas dos blocos de mármore e de granito representaram 423,3 mil toneladas. Trata-se de uma estratégia para ampliar os mercados, segundo a superintendente do Centrorochas (Centro Brasileiro dos Exportadores de Rochas Ornamentais), Olívia Tirello, que vem sendo pautada na aquisição de máquinas e equipamentos para melhorar o processo de beneficiamento nos parques industriais capixabas. A executiva destaca que, depois do impacto com a crise econômica iniciada em 2008 nos Estados Unidos, o segmento começou a diversificar os mercados compradores e ampliou o portfólio.

EXPORTAÇÕES ALAVANCAM O SETOR

Uma conjugação de fatores, como o mau desempenho da construção civil na economia doméstica, a redução na oferta de crédito e o cenário da crise política e econômica brasileira, fez com que o setor de rochas ornamentais revisasse os números de 2017. Inicialmente, o setor previa um crescimento de 5%. A nova projeção, contudo, estima um empate com os resultados do ano passado, quando a produção nacional recuou 2,1%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas).

No Espírito Santo, depois de um início de ano abaixo das expectativas e oscilação no decorrer dos meses, os números começaram a se estabilizar. Em agosto o faturamento das exportações de chapas (US$ 74,82 milhões) superou os números alcançados no mesmo mês do ano passado (US$ 71,41 milhões). Embora no acumulado do ano o faturamento tenha sido 2,55% menor que no mesmo período de 2016, o Sindirochas diz que há um certo otimismo com o aumento de 19,20% no preço das rochas ornamentais capixabas, em relação a agosto de 2016. No acumulado do ano, o acréscimo foi de 5,28% em relação ao mesmo período do ano passado. “Com o mercado nacional inibido, a busca de compensação foi para o exterior. Para conseguir a mesma receita de 2016, estamos tentando ampliar o volume de embarque e buscando a melhoria contínua e a inovação como alternativas de sustentação do segmento”, diz Tales Machado, presidente do Sindirochas.

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